O Tempo

Persistência da Memória (Salvador Dalí)

Impressionante, é mágico ver o que o tempo faz com a gente. Nada além do tempo, tem esse poder. Tudo muda, nada muda, essa é a sensação que o tempo nos dá. O conforto repentino que nos é oferecido como o colo da mamãe, as vezes, é subitamente recolhido por uma forte onda de escuridão, isso é obra do tempo. Entre tantas outras façanhas o tempo nos dá oportunidade de nos descobrir, de nos conhecer, de buscar, aprender. As vezes nós mesmos não temos ideais, mas o tempo nos dá. As vezes não temos razão, fé, solução, não importa, o tempo é completo. Quando não esperamos nada e achamos que ele morreu, então ele surge e espalha raios que iluminam, nos iluminam. Hoje, faz tempo que o tempo passou, o tempo passa e continua passando! Segue atropelando qualquer dúvida, qualquer desafio inconsciente que lhe é feito. Tolo fui eu, felizmente. O tempo me ensinou que o tempo é mecânico, igual para todos. Assim aconteceu quando abri meus olhos e te enxerguei, no tempo certo, no nosso tempo.     (desconheço o autor)

Sobre a imagem que ilustra o post:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Persistência_da_Memória

Densa neblina (uma noite de inverno)

Vídeo

Galhos retorcidos

Desde que o sol se pôs ficou claro (claro?) que faria muito frio.
Seria mais uma dessas noites típicas de inverno no sul.
Pois a noite veio, e trouxe com ela o tal “frio de renguear cusco”.
Janta entre amigos, vinho, boas conversas, boas risadas…
De Sepultura a Made in Brazil, que tocará sexta em Pato Branco.
Ruas, prédios, pessoas, “coisas”, tudo some em meio a neblina.
Saímos, sem destino certo, em busca de um lugar para beber mais vinho e curtir aquele frio e a sensação de liberdade plena que ele traz…
Mal pode-se ver a sinalização da pista.
Até mesmo as luzes no alto das torres quase somem.
Ainda tem vinho na garrafa quando a trilha passa a ser Jazz…
Guitarras, pianos, sax, misturam-se com os sons da noite.
Com o vento que chia nas orelhas sem dó, judiando.
Misturam-se com a fumaça (neblina) que cobre tudo em volta.
Seria esta neblina, a lona de um circo onde o número é apresentado?
Poderia ser um véu trazido pelo vento?
Se for, já era. Rasgou-se ao passar pelos galhos da árvore seca.
Restaram os trapos voando na mesma direção.
Garrafa vazia. Uns vão pra casa, outros pro bar. Bar doce lar.
Mas vou pra casa.
Outra vez Sepultura, Bestial Devastation. Pesado como a neblina.
Mas algo está errado, não bate com o momento. Blues! Blues bate.
Tomo um café vendo o vídeo aí abaixo, enquanto gravo um cd.
Agora são 4:14h, 5ºC, já posso ir pra cama.
Dormir? Não! Ouvir o blues e sentir saudades…


John Mayall & The Bluesbreakers
http://www.johnmayall.com/
http://en.wikipedia.org/wiki/John_Mayall_&_the_Bluesbreakers